Você pode achar que nada resiste ao Santo Google. Que bastam alguns minutos e qualquer assunto pode ser dominado, ao menos superficialmente. E você terá razão em pensar assim.

Mas será que podemos nos render e colocar nossa imagem nas mãos desse conhecimento horizontalizado?

Voltemos no tempo. É fato que informação e poder sempre estiveram lado a lado, basta examinar a influência da religião na história da civilização. Se quiser ir mais afundo na questão, pense no império chinês (inventores do papel), que por tempo imemorial mantiveram o domínio no oriente. Pense nos Senhores a quem era permitido aprender a ler e a escrever e nos seus escravos, resignados e impedidos de voar. Agora refaça mentalmente a imagem de Imperadores e vassalos, senhores e escravos, nobres e plebeus.

Construa um paralelo concentrado na imagem e como foram retratadas, em cada época, as pessoas que se destacaram.

Destaque. Talvez essa seja a palavra sem concorrência quando pensamos em auto-imagem. De uma maneira ou de outra, nos diferenciamos da massa, adotamos “tribos” que mais se alinham com nossa personalidade, com interesses profissionais ou pessoais diversos, e mesmo nesses grupos, já destacados da massa, ainda é preciso destacar-se.

Disso dependem empreendimentos, carreira profissional, estabilidade, entre outros. E saiba que todas as informações de que necessita o interlocutor podem ser encontradas na forma como nos vestimos, gesticulamos, nos círculos que convivemos e na maneira como reagimos frente aos assuntos que permeiam a sociedade.

São novos tempos, é verdade. Mas a informação - que sempre esteve disponível - agora está disponível a muitos.

O que fazer diante desse poço infinito de conhecimento? Posso recorrer ao Santo Google e descobrir tendências, encontrar sugestões de cores. Posso “consultar” revistas especializadas e “descobrir” marcas. Mas acredite. A chance de dar errado é grande. De “dar em nada”, então...

Surge a figura do Consultor de Imagem.

Sempre me perguntam: é pra ensinar a me vestir? Não tão limitado assim.

O papel do consultor vai adiante. Começa - obviamente - com a coleta de informação. Quem é o cliente, quais seus interesses, características, objetivos, círculos de relacionamento. Tais informações servirão de base para algo que ninguém mais pode fazer por você, com neutralidade: correlacionar “o que você acha que demonstra” com o que “de fato as pessoas percebem de você”.

Utilizando técnicas especialmente criadas para isso, como por exemplo o visagismo, o consultor poderá traçar com exatidão o caminho entre o externo e o interno, orientando para rumo previamente estabelecido.

Não raro ouvimos nas entrevistas: Sou uma pessoa amável, bem humorada, humilde... E constatamos o contrário ao analisar a imagem do rosto, a postura, o tom de voz, enfim.

Somente de posse desse cruzamento de informações, totalmente personificado, é possível avaliar a imagem atual frente ao que se pretende, e traçar um conjunto de ações, culminando com a definição de roupas, acessórios, marcas, ocasiões, discursos, condutas, ações e reações de uma maneira em geral.

Talvez seja essa a razão para que Consultores de Imagem sejam disputados não apenas por pessoas preocupadas com sua imagem, mas sobretudo por organizações interessadas em cuidar para que pequenos detalhes não sejam esquecidos e sua marca, talhada com tempo e dedicação, seja associada a algo negativo, e oportunidades sejam desperdiçadas.

Este espaço foi criado com o objetivo de despertar o interesse nas técnicas e nas possibilidades que a Consultoria de Imagem pode proporcionar. Aproveite!

 

 

 

 

 

 

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